segunda-feira, 23 de maio de 2011

O lugar

O TIC TAC do relógio agora me incomodava e eu fiquei pesando a quanto tempo estava longe de você, e quanto tempo mais aquilo duraria, em quanto eu morria de medo de nunca mais te ver, corri para a janela e avistei uma ponte, andei rápido era tarde mais ou menos umas 23h20min da noite, o vento frio me assustava, mas não mais que a frieza que você transparecia.
23h45min chegue à ponte e vi que era alto – na verdade não conseguia ver a água- mas mesmo assim dei um passo à frente alia estava mais frio chegando perto da sua temperatura.
E eu saltei, e durante a queda pude ver minha vida passando diante dos meus olhos, cada centímetro me trazia você, a cada movimento, engraçado não senti medo, não senti frio, não fiquei apavorado querendo minha mãe eu só pensava no barulho insuportável do relógio que eu não ia ouvir mais e na angustia que estava vivendo. De repente eu apaguei, Acordei em um lugar muito claro, quase não conseguia abrir os olhos, lembrei do mito da caverna de Platão e ouvi alguém chamar meu nome, me virei e levei um susto ao ver quem era.

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